RCS: o substituto do SMS está chegando?

RCS: o substituto do SMS

RCS: o substituto do SMS está chegando?

A chegada do RCS foi bastante comentada no final de 2018. O substituto do SMS fez barulho quando o Google anunciou que estava adicionando diversas operadoras à rede RCS e viabilizando novos recursos ao seu aplicativo de mensagens SMS para Android. Desde então o assunto foi pouco debatido e caiu no esquecimento do grande público. Como funciona o RCS? E a implementação da tecnologia no Brasil? Como está o mercado de desenvolvimento de assistentes inteligentes para o RCS? O substituto do SMS está chegando? 

Nesse artigo vamos abordar qual a condição atual dessa poderosa ferramenta de comunicação.

O que é RCS?

RCS (Rich Communication Services) é um padrão de mensagens para smartphones que oferece recursos como áudio, vídeo e outros modos de interação e mensagens de texto. Mais do que o substituto do SMS, o RCS pode ser comparado ao WhatsApp ou Telegram. Ele tem a capacidade de criar grupos de conversa, compartilhar fotos, áudios e vídeos, visualizar quando alguém está respondendo e diversas outras funções.

O RCS tem um potencial importante também para a comunicação B2C (empresa-consumidor). Ele permite que marcas inovem enviando mensagens interativas, criativas, personalizadas e que complementem seus serviços através do novo protocolo.

O que faz do RCS uma potente ferramenta é o fato dele funcionar através da internet, sem depender do plano de cobrança da operadora, e de que o interlocutor tenha o mesmo aplicativo. Se recordarmos, um dos fatores decisivos para a queda do SMS foi a cobrança exacerbada pelo seu envio, enquanto apps de conversação entregavam um serviço melhor e gratuito. 

Implementação no Brasil

O RCS conta com o apoio de grandes players mundiais. Além do Google, estão envolvidos Microsoft, Samsung, LG e Lenovo. Ficando de fora, claro, a Apple. A empresa fundada por Steve Jobs tem o seu próprio mensageiro, o iMessage, que não é compatível com o RCS. A Apple já informou que não pretende modificar sua ferramenta.

Já falamos que o RCS funciona através da internet, mas para seu funcionamento é necessário que as operadoras de telefonia também adotem a tecnologia. No início de 2019, a OI foi a primeira operadora brasileira a disponibilizar a  solução para seus clientes. Em setembro foi a vez da Vivo lançar para seu público. A Claro já informou que adotará a tecnologia em breve e a TIM continua sendo uma incógnita. A operadora foi a única a não confirmar parceria com o Google.

A adoção do canal pelas teles é essencial para que seja massificado. E que haja interoperabilidade entre elas. 

Um outro empecilho para a popularização do RCS são os smartphones. Mesmo com a adesão das grandes fabricantes de Android, a maioria dos modelos de aparelhos ainda não suporta a nova tecnologia. Essa junção de fatores faz o crescimento do sucessor do SMS ainda ser tímido.

Chatbots para RCS

Sabemos que o WhatsApp é a ferramenta em alta para criação de contatos inteligentes de atendimento e vendas. Mas a regra que impede a utilização dele para envio de promoções é um limitador importante. O SMS ainda é campeão quando se trata dessa finalidade. E é nessa brecha que o RCS pode entrar, herdando o tráfego do SMS, agregando conteúdo multimídia às mensagens e permitindo o envio de propaganda.

Em pesquisa realizada pela mobiletime, 15% das respondentes assinalaram que já desenvolveram bots para o sistema RCS. Um percentual muito abaixo das ferramentas mais populares, mas já demonstra que a tecnologia, mesmo incipiente, está se consolidando no mercado.

Outra pergunta da pesquisa PANORAMA MOBILITIME questionou quanto às expectativas dos desenvolvedores de bots. Ao responder sobre o RCS, 66% responderam que nutrem baixa expectativa no aumento da demanda para a tecnologia. Apenas 17% respondeu que a expectativa era muito alta. 

RCS: o substituto do SMS

Esse pessimismo pode ser explicado pelos fatores já expostos, somados a esperada dificuldade em conquistar o consumidor brasileiro para o uso de um app de mensagem.

Mas se o RCS patinou em 2018 e 2019, surge como forte tendência para 2020. Agora é aguardar a movimentação dos players envolvidos nos próximos meses.

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